segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Quem vai saber? ...

De repente, lá estava 'ela'. Linda; cabelo solto ao vento; olhar penetrante; maquilagem leve; doce perfume (FarWay, se a memória não me falha); unhas fatalmente pintadas de negro.
E foi como se eu avistasse a Mulher dos meus sonhos, por quem eu sempre estive esperando, disposto à lutar, por quem eu novamente poderia vir a me entregar, sem medo, de corpo e alma.

Sorrindo, caminhou em minha direção. Receoso, dei um passo à frente. Num gesto cortês, beijei-lhe a mão direita. Em seguida, temendo que ela pudesse fugir como de fato todas as outras fizeram, abracei-a com força. Sussurrei algo ao ouvido. Tolices, certamente.

Perguntei como havia sido a viagem, ela me respondeu que tudo ocorrera bem, como o esperado. Conversamos por horas à fio... sem de fato perceber que o tempo passara e que já era noite. Resolvi levá-la para casa, mas antes faria o que há muito estava esperando...

No momento do tão aguardado beijo, acordei agarrado ao travesseiro. Acreditem, não havia nenhuma "Princesa Encantada", nenhum "encontro espetacular", o que havia, de fato, era uma doce lembrança de algo que não aconteceu... como tudo aquilo que nos parece fantástico.

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