Feliz aniversário, meu amor.
Lá se vai nosso primeiro mês 'juntos'. O nosso 'Doce Fevereiro'.
Sabe, eu estaria mentindo caso dissesse que esperava que as coisas fossem acontecer com tanta velocidade; mas ainda bem que aconteceram!
Há um mês atrás, estávamos tendo a nossa primeira conversa. Você bem sabe, ou pelo menos devia saber, o quanto lhe achei interessante e logo percebi que valeria a pena passar aquela madrugada ao teu lado. Desde o primeiro instante, devido aos 'Olhos de Mongol', acho que eu já senti que poderia ser tu. Fiquei um pouco apreensivo, é claro. (...) Mas a conversa foi acontecendo com uma certa naturalidade, diferentemente da minha empatia que, confesso, floresceu com uma intensidade incrível.
Quando nos despedimos, senti o coração apertar. E só eu sei o quanto implorei para que a vida nos desse uma seguda oportunidade. (...) Fui dormir feliz por tê-la conhecido, mas preocupado com a possibilidade de perdê-la. Mas eu estava disposto a fazer de tudo para que você pudesse perceber que, desde muito antes de termos efetivamente nos conhecidos, nós já nos pertencíamos.
No dia seguinte, lá estava você, linda. E foi como se a felicidade me sorrise. Assim os dias foram passando, deliciosamente. De repente, o primeiro contato por telefone; o prazer de ouvir a tua voz, intranquila. Algum tempo depois, o primeiro 'eu te amo'... um sentimento que, de tão profundo, não conseguiamos descrever.
Agora aqui estamos nós. Março, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro e enfim Novembro. Amor, ti já pode arrancar mais uma folha de nosso calendário. O tempo está chegando!
Não importam as dificuldades. Não importam quantas pessoas fiquem contra nós. Não importa, ou pouco importa o tempo que temos de esperar. Não importa o fato de tu ser canibal, não mesmo. Na verdade, nada mais importa; pois nos amamos e isso me basta.
Feliz aniversário, flor.
Que este seja o primeiro de muitos!
Eu te amo mais do que tudo
domingo, 28 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Para ficar, definitivamente
Era uma tarde nublada.
Um sentimento de perda pairava no ar.
Sobre a mesa, dois copos de água ainda pela metade.
Lembranças de uma semana perfeita norteavam o casal. A panela de pipoca ainda ali. A cama onde passaram a última noite, ainda desarrumada, lhes recordava a conversa animada e a quantidade de risos proporcionados.
Tudo havia sido tão mágico, por que precisava então acabar assim, tão de repente? Por que não esperar mais uma semana, um mês, ou dois talvez, quem sabe um ano, uma década, ou um século, por que não?
Mas, infelizmente, era hora de partir.
Ele arrumava a bagagem, procurando pelos cantos do quarto algo que jurava ter consigo, mas que não podia saber o que era.
Ela, apreensiva, lhe dizia o quanto havia gostado da visita e que, se possível, em breve iria visitá-lo, se assim ele quisesse.
Um silêncio perturbador tomou conta do quarto. De repente, eis que Ela começa a cantarolar: "Vem me abraçar e dizer que eu sou o seu amor..."
Um sorriso lhe cobria a face. E que sorriso era aquele, pensava Ele.
Ela então caminha em sua direção, olhando fixamente em seus olhos. Pega em sua mão, lhe beija na testa, e diz:
- Promete que voltas?
- Sim, prometo. - responde Ele, afagando-lhe a face.
- Eu espero por isso, meu bem.
- Voltarei o mais breve possível, acredite. - insiste Ele
- Eu acredito em ti, meu anjo. Mas diga que da próxima vez vens para ficar, definitivamente!?
- Sim, para ficar, definitivamente. Me pedistes em casamento, não se recorda?
- E minha proposta ainda está de pé. E estará até que a aceites.
- Você há de me esperar?
- SEMPRE!
E assim, Ele se sentiu seguro e enfim preparado para deixá-la; tendo a absoluta certeza de que em breve estaria de volta.
Já no aeroporto, um afetuoso abraço e um delicado beijo. E, ao invés do "Adeus", um esperançoso "Até logo".
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Para você, minha linda
Princesa, em teu reino particular tu há de me esperar
Acompanhada da doce 'Alice', que é o melhor presente que pude lhe oferecer
Fortes e robustos soldados, invisíveis, lhe estão a guardar
E quando acreditares, o perfeito País das Maravilhas há de florescer
Estarás trancafiada à sete chaves, num local seguro, onde homem algum ousaria adentrar
Até que um dia - quem sabe - teu 'anjo-torto' haverá de aparecer
Do céu ele virá e, num abraço apertado, que no mínimo cinco minutos há de durar
Vocês hão de se encontrar, e o Doce Novembro, então, poderá enfim acontecer.
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