sexta-feira, 28 de maio de 2010

Quem sabe um dia? (pergunta a ser respondida pela posteridade)

E ninguém jamais saberá o quanto ele a desejava.
Não importa o que ele diga, tampouco o que possa aparentar.
Para ele não há, nem nunca houve como demonstrar.
Ele só esperava que ela pudesse sentir;
Sentir a sua respiração ofegante; notar seus suspiros apaixonados e temerosos.
No fundo, ele só queria que ela tentasse, ao menos, entender que para ele as coisas não eram assim, de fato, tão simplórias.
Havia uma série de coisas.
Coisas, inclusive, que ele próprio desconhecia.
Sentimentos e sensações que sobre todas as coisas eram maiores do que a sua própria vontade.
Há que se considerar a possibilidade de que para ele não restassem mais alternativas; talvez não houvesse o que fazer.
Ele poderia, todavia, dividir esse peso com ela. E só com ela, ninguém mais.
As coisas deveriam ser assim. Ou simplesmente é o que se espera que aconteça.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

E se você ficasse esta noite? Se não houvesse motivos pra sair correndo? Quem sabe você pudesse, então, deitar a cabeça sobre o meu peito, sem se preocupar com o amanhã, ou o ontém. Se não houvesse nada, a não ser nós dois, assim abraçados?
E se houvesse pelo menos um rádio? Isso, um rádio. E que nele tocassem as mais belas modias, aquelas capazes de nos despertarem as mais agradáveis sensações de felicidade e amor.
Eu lhe daria um beijo, não o melhor, mas o mais apaixonado. Você poderia não perceber, mas ali, naquele simples beijo, estariam 'depositados' todos os meus sentimentos e aspirações. Que fosse doce, ao final de contas!
Ficaríamos em silêncio por dois minutos ou mais, porque, na verdade, os olhares falariam por nós. Não pergunte, apenas sinta. É simples assim. Sem complicações, sem indagações; apenas uma infinidade de sentimentos e ações.
O vislumbre do teu rosto me transportaria à outras dimensões; um lugar onde me sentiria seguro, forte, destemido.
E, com uma única frase, eu tentaria expor tudo, absolutamente tudo. A frase não seria minha, quem dera fosse! Seria uma frase clichê, é verdade, mas ela e só ela exemplificaria os meus sentimentos.

"Eu poderia morrer agora, estou tão feliz. Nunca senti isso antes. Estou exatamente onde queria estar."

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Aline, continua sendo um prazer

Feliz aniversário, meu amor.
Lá se vai nosso primeiro mês 'juntos'. O nosso 'Doce Fevereiro'.
Sabe, eu estaria mentindo caso dissesse que esperava que as coisas fossem acontecer com tanta velocidade; mas ainda bem que aconteceram!
Há um mês atrás, estávamos tendo a nossa primeira conversa. Você bem sabe, ou pelo menos devia saber, o quanto lhe achei interessante e logo percebi que valeria a pena passar aquela madrugada ao teu lado. Desde o primeiro instante, devido aos 'Olhos de Mongol', acho que eu já senti que poderia ser tu. Fiquei um pouco apreensivo, é claro. (...) Mas a conversa foi acontecendo com uma certa naturalidade, diferentemente da minha empatia que, confesso, floresceu com uma intensidade incrível.
Quando nos despedimos, senti o coração apertar. E só eu sei o quanto implorei para que a vida nos desse uma seguda oportunidade. (...) Fui dormir feliz por tê-la conhecido, mas preocupado com a possibilidade de perdê-la. Mas eu estava disposto a fazer de tudo para que você pudesse perceber que, desde muito antes de termos efetivamente nos conhecidos, nós já nos pertencíamos.
No dia seguinte, lá estava você, linda. E foi como se a felicidade me sorrise. Assim os dias foram passando, deliciosamente. De repente, o primeiro contato por telefone; o prazer de ouvir a tua voz, intranquila. Algum tempo depois, o primeiro 'eu te amo'... um sentimento que, de tão profundo, não conseguiamos descrever.
Agora aqui estamos nós. Março, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro e enfim Novembro. Amor, ti já pode arrancar mais uma folha de nosso calendário. O tempo está chegando!

Não importam as dificuldades. Não importam quantas pessoas fiquem contra nós. Não importa, ou pouco importa o tempo que temos de esperar. Não importa o fato de tu ser canibal, não mesmo. Na verdade, nada mais importa; pois nos amamos e isso me basta.

Feliz aniversário, flor.
Que este seja o primeiro de muitos!
Eu te amo mais do que tudo

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Para ficar, definitivamente

Era uma tarde nublada.
Um sentimento de perda pairava no ar.

Sobre a mesa, dois copos de água ainda pela metade.
Lembranças de uma semana perfeita norteavam o casal. A panela de pipoca ainda ali. A cama onde passaram a última noite, ainda desarrumada, lhes recordava a conversa animada e a quantidade de risos proporcionados.
Tudo havia sido tão mágico, por que precisava então acabar assim, tão de repente? Por que não esperar mais uma semana, um mês, ou dois talvez, quem sabe um ano, uma década, ou um século, por que não?
Mas, infelizmente, era hora de partir.

Ele arrumava a bagagem, procurando pelos cantos do quarto algo que jurava ter consigo, mas que não podia saber o que era.
Ela, apreensiva, lhe dizia o quanto havia gostado da visita e que, se possível, em breve iria visitá-lo, se assim ele quisesse.

Um silêncio perturbador tomou conta do quarto. De repente, eis que Ela começa a cantarolar: "Vem me abraçar e dizer que eu sou o seu amor..."
Um sorriso lhe cobria a face. E que sorriso era aquele, pensava Ele.

Ela então caminha em sua direção, olhando fixamente em seus olhos. Pega em sua mão, lhe beija na testa, e diz:

- Promete que voltas?
- Sim, prometo. - responde Ele, afagando-lhe a face.
- Eu espero por isso, meu bem.
- Voltarei o mais breve possível, acredite. - insiste Ele
- Eu acredito em ti, meu anjo. Mas diga que da próxima vez vens para ficar, definitivamente!?
- Sim, para ficar, definitivamente. Me pedistes em casamento, não se recorda?
- E minha proposta ainda está de pé. E estará até que a aceites.
- Você há de me esperar?
- SEMPRE!

E assim, Ele se sentiu seguro e enfim preparado para deixá-la; tendo a absoluta certeza de que em breve estaria de volta.

Já no aeroporto, um afetuoso abraço e um delicado beijo. E, ao invés do "Adeus", um esperançoso "Até logo".

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Para você, minha linda

Princesa, em teu reino particular tu há de me esperar
Acompanhada da doce 'Alice', que é o melhor presente que pude lhe oferecer

Fortes e robustos soldados, invisíveis, lhe estão a guardar
E quando acreditares, o perfeito País das Maravilhas há de florescer

Estarás trancafiada à sete chaves, num local seguro, onde homem algum ousaria adentrar
Até que um dia - quem sabe - teu 'anjo-torto' haverá de aparecer

Do céu ele virá e, num abraço apertado, que no mínimo cinco minutos há de durar
Vocês hão de se encontrar, e o Doce Novembro, então, poderá enfim acontecer.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Presentes... aquilo que de melhor se pode ganhar.

Aos amigos, os presentes, ou melhor, os filmes:


* Diego: à você, "O Clube da Luta"
- para que saibas onde é que a insônia há de te levar.

* Bruno: para você, "O Terminal"
- porque, às vezes, é só uma questão de saber esperar...

* Mestre: a ti, o lindo "Conta Comigo"
- pois não vejo nada capaz de melhor nos descrever

* Princesa: ofereço lhe "O Labirinto do Fauno"
- afinal, a história pode mesmo ser real. Quem vai saber? Quem provará o contrário?

* Gê: à você, "Brilho eterno de uma mente sem lembranças"
- até porque sempre estarei lhe esperando em Montauk.

* Tiago: para ti, caro amigo, "Magnólia"
- pois acaso não será linda a Redenção?

* Deni: lhe presenteio com "Closer - perto demais"
- pelo encanto que possuis por belos diálogos.

* Robson: aceite "Quem quer ser o milionário"
- porque é necessário viver... mais que isso, é necessário adquirir experiência para vencer.

* Léo: ofereço-lhe "Os Goonies"
- por sermos crianças a descobrir um mundo de fantasia e perigo.

* Dani: a ti, "Doce Novembro"
- pois talvez este seja meu último desejo: venha ser meu mês derradeiro!

* Talita: aceite o clichê, fique com "Um amor para recordar"
- porque não importa quanto tempo passe...

* Rafa: para você, "As cinco pessoas que você encontra no céu"
- afinal, não é nada interessante ser previsível.

* Ivan: para tu, "Tudo por um segredo"
- pois a vida não passa de uma comédia barata.

* Prof. Valmir: ao senhor, "Sociedade dos Poetas mortos"
- porque foi, sem dúvida, o grande Mestre...

* Jú: à você, minha pequena, o adorável "Pequena Miss Sunshine"
- pois há muita semelhança entre vocês duas.

* Mara: para ti, "A vida de Brian"
- porque para você (e não só para você) não passo de uma piada, uma sátira, nada além disso.

* Brubb's: à vossa senhoria, "Vanilla Sky"
- a eterna confusão entre o que era sonho e o que, de fato, era real.


De qualquer maneira, que possamos, todos, ter um ótimo 2010!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Quem vai saber? ...

De repente, lá estava 'ela'. Linda; cabelo solto ao vento; olhar penetrante; maquilagem leve; doce perfume (FarWay, se a memória não me falha); unhas fatalmente pintadas de negro.
E foi como se eu avistasse a Mulher dos meus sonhos, por quem eu sempre estive esperando, disposto à lutar, por quem eu novamente poderia vir a me entregar, sem medo, de corpo e alma.

Sorrindo, caminhou em minha direção. Receoso, dei um passo à frente. Num gesto cortês, beijei-lhe a mão direita. Em seguida, temendo que ela pudesse fugir como de fato todas as outras fizeram, abracei-a com força. Sussurrei algo ao ouvido. Tolices, certamente.

Perguntei como havia sido a viagem, ela me respondeu que tudo ocorrera bem, como o esperado. Conversamos por horas à fio... sem de fato perceber que o tempo passara e que já era noite. Resolvi levá-la para casa, mas antes faria o que há muito estava esperando...

No momento do tão aguardado beijo, acordei agarrado ao travesseiro. Acreditem, não havia nenhuma "Princesa Encantada", nenhum "encontro espetacular", o que havia, de fato, era uma doce lembrança de algo que não aconteceu... como tudo aquilo que nos parece fantástico.