sexta-feira, 10 de abril de 2009

Quem diria ?

Pensando bem, talvez eu não seja, nem de longe, o que um dia eu pensei que seria.
Explico-me: houve um tempo - e olha que não faz tanto tempo assim -, em que eu me descrevia como sendo um ser típicamente ocioso, uma pessoa que, somente quando não restassem mais desculpas, enfim resolveria trabalhar.


Há algum tempo atrás tão pouco me importava a escola, o futuro. Bom, talvez nesse ponto o trabalho seja essencial: despertar-nos para o mundo. Porque há se admitir: ninguém, em sã consciência, após um mês inteiro de trabalho intenso, ficaria feliz ao ver seu hollerith com um saldo disponível de 250R$. E é aí, e só apartir daí, que notamos o quão falta faz um diploma, uma qualificação melhor.


Houve um tempo em que, nem sequer em sonhos, ousei cojtar a possibilidade de me tornar um feliz e lucrativo proletário, tal como hoje sou!

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